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Nova USG com Doppler em 20/04/2017

Após saber que o exame de urina estava normal e me tranquilizar, não via a hora de fazer a USG que a "Dra Angel" havia conseguido pra mim. Não esperei muito tempo, apenas dois dias. Quando chegou o dia de fazer a USG, eu me preparei para ver minha princesinha. A vontade que eu tinha era fazer ultrassom até sem motivo, somente para vê-la. Quando cheguei no hospital fui orientada a procurar a sala de Ultrassonografia na própria maternidade, onde entreguei meus exames e informei que a "Dra Angel" havia me dito para estar lá pois eu iria fazer uma USG Obstétrica. Logo a moça que me atendeu pediu que eu aguardasse. Não demorou muito e ela me chamou. Entrei na sala e me apresentei e começamos a conversar, elas pediram que eu deitasse e iniciaram o exame. Na sala em que fiz o exame não possuía um segundo monitor de TV onde eu pudesse ver a Eloá, apenas a do próprio aparelho de ultrassom, e muito gentil a Médica que estava fazendo o meu exame permitiu que eu visse minha pequena que sempre ficava do mesmo jeitinho com as mãozinhas no seu rostinho. Um exame onde eu achei que iria ser rápido, durou mais de uma hora e meia, quase uma nova morfológica. Foi um exame bem divertido, rimos, conversamos bastante principalmente sobre a Eloá. Comparando a Morfológica com aquele novo exame que estava sendo feito, não mudava muitas coisas. O que tinha na morfológica apenas se consolidava nessa e ela me perguntou algo:

Médica: "Náila, você está perdendo líquido?"
Eu: "Não, por quê?"
Médica: "Não, é que estamos vendo uma diminuição do líquido amniótico."
Eu:"Ai Jesus, mais isso agora!"

Eu não sabia o motivo dessa diminuição do líquido, mas elas me orientaram a beber bastante água. Como o líquido estava diminuído e na morfológica mostrou que os Rins da Eloá estavam dilatados, então elas foram observar e me disseram que os rins naquele momento não apresentavam dilação, e com o líquido amniótico diminuído ficaria mais difícil para Eloá se movimentar o que dificultava ainda mais a visualização dela. Ela era uma graça, mesmo com tantas negativas ao seu respeito, Eloá se mostrava forte e guerreira. Cardiopatia congênita, malformações físicas, líquido diminuído, restrição em seu crescimento e todas as expectativas médicas negativas e ela firme como uma rocha. Elas olhavam cada detalhe da Eloá com muita atenção, mas desta vez o que nos levou lá foi a preocupação com o Doppler devido ao aumento da Resistência das Artérias Umbilicais. Eu não sabia ao certo o que era, mas não era nada bom isso. A "Dra Angel" entrou na sala para ver como estava indo o exame, mas não havia acabado ainda. Após muito olharem e chegarem a conclusão do exame, eu levantei e as médicas (eram três) me disseram que a Resistência das Artérias Umbilicais tinham aumentado um pouco e que meu líquido estava um pouco diminuído. Eloá tinha engordado um pouco mais o que muito me alegrou. Nesse caso como não mudou muito o Doppler, ela já tinha preparado um retorno para 19/05/2017, mas se eu precisasse fazer outra USG, era somente ir lá novamente que elas me atenderiam e disseram mais... "A situação da Eloá é bem crítica!". Nesse momento chorei tanto, tanto. Eu não tinha nenhuma dimensão de tudo aquilo. A teoria de tudo o que eu estava vivendo era devastadora, e na prática era muito mais que os artigos falavam. Perguntei se não teria necessidade de procurar logo a Obstetra e elas me perguntaram quando seria minha próxima consulta e eu disse que seria em cinco dias, então elas disseram que eu poderia aguardar até o dia 25/04/2017 mesmo. Agradeci a todas elas e fui embora. Pelo mesmo motivo Lorenzo não me acompanhou nessa USG pois teria que buscar as crianças e sempre que os exames terminavam eu o ligava para contar como foi e assim eu fiz. Expressei minha preocupação quanto ao líquido diminuído, pois não sabia o porquê disso agora, e que o Doppler estava um pouco ruim ainda, mas que ela tinha ganho um pouco de peso e como sempre eu chorava muito. Fui para casa e esperei o dia da consulta com a obstetra, eu já me preparava para uma enxurrada de perguntas, desta vez eu iria perguntar tudo o que tinha direito, esse era o meu propósito. Como eu estava a alguns dias de completar 30 semanas, eu já pensava no Ecocardiograma Fetal pois ainda não tínhamos feito, ele iria nos mostrar com exatidão o coraçãozinho da Eloá. Não víamos a hora de ter essas respostas pois já conversávamos sobre uma possível ida para São Paulo para cuidar de toda parte cardiológica da Bebê, "Quem sabe não faremos o parto lá!", assim pensávamos. Sabemos que em São Paulo tem grandes centros de referência em cardiologia, e não víamos lugar melhor para ter e cuidar da nossa filha que não fosse lá. Condições financeiras não tínhamos, mas tínhamos Fé, muita Fé em Deus para passar por qualquer obstáculo que viesse a surgir. Com muitas incertezas sobre nossa filha, optamos por não fazer enxoval completo, iriamos fazer apenas uma malinha para a maternidade e ir comprando conforme as necessidades da Eloá. Eu sabia que Deus poderia levar nossa pequena, como também poderia deixá-la conosco o que era nosso maior desejo. O que não queríamos era pensar em chegar em casa sem a nossa filha e ter várias coisinhas para ela, não conseguia processar isso, por esse motivo não faríamos enxoval. Naquela semana seria meu aniversário e o que eu mais queria era saber que apesar dos pesares nossa princesinha estaria se desenvolvendo melhor que o esperado, e como esperei ansiosa pela consulta, eu tinha certeza de que sairia dela totalmente informada.

USG feita no HUCAM onde continuou mostrar a Resistência das Artérias Umbilicais aumentada.
  

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